AQUELA QUE EU (NÃO) FUI
estreia em 2023
Sinopse
O espetáculo apresenta momentos de transformação na vida de pessoas que não conseguiram esconder aquilo que sentiam no momento exato em que estavam. Se sentir é falar e se não falar é falhar, neste espetáculo, acompanhamos singelos atos de coragem daquelas que não aceitaram que suas vidas fossem a sua versão mais insatisfatória.
Saiba mais
“Aquela que eu (não) fui” é o espetáculo mais recente da Cia. e estreou em agosto de 2023, no Centro Cultural Banco do Brasil Belo Horizonte. A peça tem dramaturgia assinada por Diogo Liberano (RJ) e se estrutura em quatro capítulos, recebendo os olhares de quatro diretores: Vinícius Arneiro (RJ), Marina Arthuzzi (BH), Lucas Fabrício (BH) e Isabela Paes (BH), integrante do Grupo. A assistência geral de direção é de Zé Walter Albinati, também membro da Companhia. Em cena, a atuação de Cláudio Dias e Marcelo Soul é somada com a participação das atrizes Joyce Athiê e Renata Paz.
O espetáculo transita em torno de fragmentos das trajetórias de personagens – que podem aparecer novamente ou não a cada capítulo – que se deparam com situações nas quais se instala algum tipo de ruptura, de mudança, pequena ou grande transformação, determinada seja pelos desejos das personagens ou alheia à vontade delas. A peça lança um olhar poético e reflexivo sobre um recorrente estado de insatisfação que costuma nos acometer e sobre as possibilidades de se acolher o que se sente.
Colocar-se em movimento é algo a que a Cia. Luna Lunera não se furta. Faz parte da trajetória do Grupo a busca de novos caminhos para lidar com a composição, improvisação e a construção da cena, no intuito de uma pesquisa continuada, dialogando com o tempo, com o hoje. “Construímos um caminho até aqui e esse movimento no início de um novo processo vem com perguntas antigas: como abordar o texto, como lidar com o corpo, como olhar para o outro e construir diferente, como compor a cena com outras ferramentas? Na busca da crítica do nosso trabalho, nos fazer olhar para os vícios, nos tirar do conforto”, afirma o ator Cláudio Dias.
E, no processo de criação deste novo trabalho, a Companhia mineira não só experimentou outros métodos em sala de ensaio, como também convidou novas parcerias. Renata Paz, atriz de vasta trajetória na pesquisa dos teatros negros na cena belo-horizontina, veio, ao lado de Joyce Athiê, engrandecer o processo e a cena.
Na direção e na dramaturgia, criadores de dentro e fora do estado vieram somar ao espetáculo e imprimiram não apenas suas marcas como também novos desafios para a Companhia. Em “Aquela que eu (não) fui”, a Luna Lunera abre mão da escrita colaborativa que marca sua trajetória e convida Diogo Liberano, um dos dramaturgos mais inventivos das últimas gerações. Porém, não se trata de um processo clássico em que se trabalha com um texto pronto, já que o elenco veio conhecendo o texto a cada capítulo entregue, cada qual contendo sua própria linguagem, dispositivos, ritmos e estrutura.
“Um dos conceitos do nosso projeto era que as quatro perspectivas de direção mantivessem a diversidade de suas assinaturas, de linguagem e de estética, de modo autônomo, diferentemente de uma direção compartilhada. Isso nos provocou, tanto no que se refere à atuação quanto à proposição de cenário, figurino, iluminação”, contextualiza Zé Walter Albinati, assistente de direção da montagem.
A escolha de uma direção a cada capítulo potencializa ainda mais esse desafio criativo para o Grupo, que se deixou permear por diferentes estímulos, poéticas e visões e versões de mundo. “Considerando que o espetáculo possui quatro diferentes diretoras e diretores, temos o desafio de criar uma obra polifônica por essência a partir destes múltiplos olhares, mas que, ao mesmo tempo, dê conta de apresentar um discurso coerente e coeso”, analisa Marcelo Soul.
Turnë
NO BRASIL
Belo Horizonte, Cataguases e Ipatinga
Ficha Técnica
Dramaturgia: Diogo Liberano
Direção: Isabela Paes, Lucas Fabrício, Marina Arthuzzi, Vinícius Arneiro
Assistência Geral de Direção: Zé Walter Albinati
Atuação: Cláudio Dias, Joyce Athiê, Marcelo Soul, Renata Paz
Concepção cenográfica: Ed Andrade e Morgana Mafra
Assessoria de cenografia: Matheus Lukashevich
Estagiária de cenografia: Isabella Saibert
Cenotecnia: Nilson Santos e Artes Cênica Produções LTDA
Montagem de cenário: Henrique Fonseca e Israel Silva
Iluminação: PRISMA – Marina Arthuzzi, Rodrigo Marçal, Wellington Santos (Baiano)
Operação de Luz: PRISMA
Figurino: Marney Heitmann
Assistente de Figurino: Vinicius de Andrade
Costureira: Maria Vieira Lima
Direção de Movimento e Preparação Corporal: Eliatrice Gischewski
Ambientação Sonora: Daniel Nunes
Operação de Som: Matheus Fleming
Teaser e Registro Videográfico: Renca Produções e Interações Culturais
Fotografia: Pablo Bernardo
Tradução em Libras: Carol Mezanto
Roteiro de Audiodescrição e Narração: Plural: Comunicação que aproxima
Transmissão de Audiodescrição: Vias Acessíveis
Assessoria de Imprensa: Soraya Belusi e Cristina Sanches
Assessoria de Comunicação: Laryssa Braga
Projeto Gráfico: Estúdio Piau – Eduardo Ouvido e Gustavo Machado
Produção Executiva: Fernanda Gomes
Assistente de Produção Executiva: Márcia Bueno
Coordenação de Produção: Mariana Rabelo
Administração: Graziane Monteiro
Contabilidade: Nova Contabilidade
Assessoria Jurídica: Drummond, Neumayr, Ragonezi & Falcão Advocacia
Coordenação Geral: Marcelo Soul