© Gustavo Jácome

AQUELES DOIS

estreia em 2007

Sinopse

Da rotina de uma “repartição” – metáfora para qualquer ambiente inóspito e burocrático de trabalho, revela-se o desenvolvimento de laços de cumplicidade entre dois de seus novos funcionários, Raul e Saul. É que “num deserto de almas também desertas, uma alma especial reconhece de imediato a outra”. No entanto, essa relação acaba gerando incômodo nos demais colegas de profissão. O espetáculo Aqueles Dois foi criado a partir do conto homônimo do escritor gaúcho Caio Fernando Abreu (1948-1996).

Aqueles Dois é um marco na trajetória da Cia. Nasceu de forma despretensiosa e é um dos seus trabalhos mais autorais, com os seus integrantes assumindo não apenas a atuação, mas também a dramaturgia, a direção e a cenografia. É o trabalho que mais circulou pelo Brasil e pelo mundo, tendo sido apresentado em mais de cem cidades e em oito diferentes países além do Brasil.

O espetáculo estreou em novembro de 2007, a partir de um processo de direção e dramaturgia compartilhadas. Internamente, a cia. iniciou um grupo de estudos sobre Contato Improvisação (técnica corporal criada por Steve Paxton) e o Método das Ações Físicas e Vocais (desenvolvido por Stanislavski), tendo respectivamente Cláudio Dias e Odilon Esteves como mediadores. Como base às primeiras vivências da pesquisa, nessa fase eram utilizados alguns textos aleatórios. Focou-se posteriormente na exploração do conto Aqueles Dois, de Caio Fernando Abreu, descobrindo nele suas instigantes qualidades épico-dramáticas e uma inspiração para potencial montagem.

O mote inicial de estudos (Contato Improvisação e Ações Vocais) acabou por deslocar-se para um outro propósito: criar um espetáculo, investindo num exercício interno de direção e dramaturgia, a ser desenvolvido pelos atores do grupo. Cada ator teria uma semana para desenvolver seu projeto de direção. Ao final das quatro semanas, um único diretor seria escolhido. Nessa fase os envolvidos no processo eram: Cláudio Dias, Marcelo Soul, Odilon Esteves e Zé Walter Albinati. Tendo este último optado por se dedicar exclusivamente ao núcleo de direção e dramaturgia, convidou-se Rômulo Braga para compor o quarteto de atores em cena.

Esse coletivo partiu de improvisações e imersões na obra de Caio, propôs, sobrepôs e experimentou roteiros. Não houve a “eleição” de um único diretor. O processo transformou-se num exercício de direção e dramaturgia compartilhadas.

A criação do espetáculo é, portanto, assinada literalmente “a dez mãos”, e contou ainda, de fato, com a contribuição do público interessado, presente a cada sessão aberta do Observatório de Criação – projeto que abre à comunidade os processos criativos da cia. – cujos feedbacks funcionaram como autênticos norteadores e ainda se renovam ao longo de novas temporadas.

NO BRASIL

Maranhão: São Luís, São José de Ribamar, Paço do Lumiar

Ceará: Fortaleza, Juazeiro do Norte

Rio Grande do Norte: Mossoró, Natal

Bahia: Salvador, Feira de Santana, Paulo Afonso, Jequié, Vitória da Conquista

Paraná: Foz do Iguaçu, Palmas, Cascavel, Marechal Cândido Rondon, Campo Mourão, Umuarama, Paranavaí, Londrina

Pernambuco: Recife

Mato Grosso: Cuiabá

Mato Grosso do Sul: Dourados, Campo Grande

Rio Grande do Sul: Porto Alegre, Gravataí, São Leopoldo, Caxias do Sul, Passo Fundo, Carazinho, Ijuí, Santa Rosa, Uruguaiana, Alegrete, Santa Maria, Santa Cruz do Sul, Pelotas, Camaquã, Montenegro, Bento Gonçalves, Lajeado, Santa Cruz

Distrito Federal: Brasília,Tabatinga, Ceilândia

São Paulo: São Paulo, Campinas São José do Rio Preto, São José dos Campos, Franca, Birigui, Santos, Araraquara, Ribeirão Preto

Santa Catarina: Florianópolis, Jaraguá do Sul, Joinville

Rio de Janeiro: Rio de Janeiro, Três Rios

Acre: Rio Branco

Amapá: Macapá

Goiás: Goiânia, Aparecida de Goiânia

Espírito Santo: Vitória, Vila Velha

Amazonas: Manaus

Piauí: Teresina

Pará: Belém

Roraima: Boa Vista

Minas Gerais: Belo Horizonte, Araçuaí, Diamantina, Carbonita, Governador Valadares, Montes Claros, Bocaiúva, Uberaba, Uberlândia, Ipatinga, Itabira, Passos, Mariana, Ouro Preto, São João Del Rei, Juiz de Fora, Barbacena, Araxá, Varginha, Guaxupé, São Sebastião do Paraíso


NO EXTERIOR

Argentina: Buenos Aires, Lomas de Zamora, Rosario, San Miguel

Colômbia: San Juan de Pasto, Cali, Manizales

Costa Rica: San José

Uruguai: Montevidéu

Panamá: Panamá

Portugal: Santiago de Cacém, Almodóvar, Beja

México: Querétaro

Críticas e comentários

Ficha Técnica

Concepção: Cia. Luna Lunera

Texto: Caio Fernando Abreu

Diretores/Criadores: Cláudio Dias, Marcelo Soul, Odilon Esteves, Rômulo Braga e Zé Walter Albinati

Em cena: Cláudio Dias, Guilherme Théo, Marcelo Soul e Odilon Esteves.

Atores stand-by: Fábio Dias, Frederico Bottrel, Rômulo Braga

Relator do Processo: Zé Walter Albinati

Workshop de Ações Vocais: Odilon Esteves

Workshop de Contato Improvisação: Cláudio Dias

Workshop de Voz e Arranjo Vocal: Zé Walter Albinati

Cenário e Figurino: Núcleo de criadores do espetáculo

Consultoria de Figurino: Carla Mendonça

Iluminação: Felipe Cosse e Juliano Coelho

Criação Gráfica: Frederico Bottrel

Administração: Marcelo Maia

Coordenação Administrativa: Marcelo Souza e Silva

Assessoria de Comunicação: Ethel Braga

Coordenação de Comunicação: Odilon Esteves

Produção Executiva: Vinícius Santos

Coordenação de Produção: Cris Moreira