CONVITE PRA CENA

O projeto ‘CONVITE PRA CENA’ é uma iniciativa que propõe núcleos de pesquisa, onde integrantes da Cia. Luna Lunera convidam diferentes artistas para vivenciarem uma parceria na criação de cenas. A perspectiva é de ampliação de trocas de experiências, a partir de novas interações criativas.

Em sua primeira edição, o projeto resultou em duas cenas: “Manga, mosquitos e outras desaparições”, coordenada por Marcelo Soul, e “No tengo amigos, tengo amores”, coordenada por Cláudio Dias.

Manga, mosquitos e outras desaparições

Para a cena “Manga, mosquitos e outras desaparições”, o lunero Marcelo Soul convidou Amora Tito, Andréa Rodrigues e Daniel Ferreira. Marcelo destaca que “são artistas negras que integram diferentes grupos e coletivos da cena cultural belo-horizontina e que possuem trabalhos que me mobilizam muito. A singularidade de cada um e cada uma delas, aliada à aposta na força coletiva da criação artística, gerou um encontro bem frutífero.”

Amora Tito é integrante e cofundadora da Breve Cia. Formada pelo CEFART e graduanda em licenciatura em teatro na Escola de Belas Artes da UFMG. Foi residente no Lab Cultural 2022 – BDMG Cultural e na Fundação Clóvis Salgado.

Andréa Rodrigues é atriz, dramaturga e roteirista, atualmente trabalhando em salas no Rio de Janeiro e São Paulo. Integra o coletivo segunda PRETA e a Cia. Bando, em Belo Horizonte. Como atriz, atua em trabalhos no teatro e no audiovisual.

Daniel Ferreira é roteirista, diretor, montador e gestor cultural (ODC), graduado em Cinema e Audiovisual pela Una. Fundador da Café Pingado Filmes. Realiza projetos nas áreas de cinema, teatro e música.

SINOPSE

Três pontos de vista, várias lembranças e um único lugar seguro. O que cai no esquecimento e o que fica na memória? A cena curta, com duração de 25 minutos, fala sobre relações familiares, ancestralidade, identidades e ausências. No elenco, Amora Tito, Andréa Rodrigues e Marcelo Soul.

FICHA TÉCNICA

Concepção: Amora Tito, Andréa Rodrigues, Daniel Ferreira e Marcelo Soul

Direção, dramaturgia e atuação: Amora Tito, Andréa Rodrigues e Marcelo Soul

Criação de luz: Eliezer Sampaio

Figurino: Anderson Ferreira

Cenário: Amora Tito, Andréa Rodrigues, Daniel Ferreira e Marcelo Soul

Design gráfico: Leon Ramos

Direção audiovisual: Daniel Ferreira

Coordenação de núcleo: Marcelo Soul

Coordenação de produção: Mariana Rabelo

No tengo amigos, tengo amores

O lunero Cláudio Dias convidou para a criação da cena “No tengo amigos, tengo amores”, o escritor, dramaturgo, performer e curador, Anderson Feliciano; o produtor musical, DJ e integrante do coletivo Salto Sound System, Alê Moreira; e o arquiteto, pesquisador, professor e orientador no campo da urbanização do corpo, da sociedade e do espaço, José Pessoa. 

Desencontros, etarismo dentro da comunidade LGBTQIAPN+, e solidão foram propostas que Cláudio apresentou aos convidados para a construção da cena. “Com essas provocações, o Anderson Feliciano trouxe referências como o escritor chileno Pedro Lemebel, que é um dos mais importantes artistas queer contemporâneos da América Latina. Então a cena pensa nas múltiplas formas de nos relacionarmos, e que a solidão não seja excluída, ela é uma possibilidade, contanto que não seja imposta pela cultura patriarcal. Não trazemos respostas, mas questionamentos”, comenta Cláudio, que em cena estabelece um jogo com 300 copos ‘lagoinha’ que compõe o espaço, e cria uma cena-performance.

SINOPSE

A cena-performance, com duração de 20 minutos, é uma paisagem construída por centenas de co(r)pos e ruídos. Tudo está em movimento e, assim como na vida, vai se transformando e abrindo caminhos para inventarmos formas de nos relacionarmos com o mundo.

FICHA TÉCNICA

Concepção: Anderson Feliciano e Cláudio Dias

Direção: Anderson Feliciano

Performer: Cláudio Dias

Ambiência sonora: Alê Moreira

Direção de arte: José Pessoa

Vídeo: Daniel Ferreira

Assistência de câmera: Daniela Serpa

Iluminação: Eliezer Sampaio

Arte gráfica: Leon Ramos

Assessoria de imprensa: Vanessa Perroni

Coordenação de produção: Mariana Rabelo